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Uergs empossa a primeira gestão do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas da Universidade

A solenidade marcou a constituição do Neabi e contou com a assinatura de protocolos de intenções.

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Posse Neabi Uergs
Cerimônia de Posse do Neabi - Foto: Nathalia Vasco

A Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs) realizou, nesta quarta-feira (23), a solenidade de posse da primeira gestão do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi). O evento ocorreu no Espaço de Eventos do Campus Central da Universidade, em Porto Alegre, com a presença de representantes de instituições que atuam na promoção da igualdade racial, na valorização da diversidade e na defesa dos direitos dos povos e comunidades tradicionais. 

A constituição do Neabi e a posse de sua primeira gestão integram as ações da Universidade decorrentes da Política de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade, instituída pela Resolução Consun nº 001/2026, publicada em março deste ano. 

Gestão do Neabi
Gestão do Neabi. - Foto: Carla Dellagnese

A primeira gestão do Neabi foi designada pela Portaria nº 173/2026, de 22 de julho, para um mandato de dois anos. Além de Percila de Almeida, como presidenta, e Márcio Neske, como vice-presidente, integram a gestão Camila Padilha, Gabriela Castro, Marta Regina Nunes, Patrícia Binkowski e Rita Cristine Severo. 

O Nebai será responsável por desenvolver e consolidar ações de ensino, pesquisa e extensão voltadas à educação para a diversidade étnico-racial e ao estudo da história e das culturas das populações negra e indígena. Entre as atribuições do Núcleo estão a formação de docentes e de equipes de gestão escolar e a articulação com o poder público e outros setores da sociedade para o desenvolvimento de práticas de enfrentamento ao racismo. 

Durante a solenidade de posse, que também marca o lançamento oficial do Neabi, o reitor da Uergs, Leonardo Beroldt, falou sobre o significado desse momento após os cerca de oito anos de construção da Política de Ações Afirmativas da Universidade. 

“Este ato solene se preenche de significado porque é a materialização de um trabalho, de uma caminhada, de uma construção coletiva para que nós tivéssemos a concretização do nosso compromisso de constituir uma Política de Ações Afirmativas e de constituir esse Núcleo não como um setor, mas como a síntese de um esforço coletivo para pensarmos ações, estudos, pesquisas e ações de extensão nos temas afro-brasileiros e indígenas”, afirmou o reitor.

A presidenta e pró-reitora de Ensino da Uergs, Percila de Almeida, também destacou que a criação do Núcleo é resultado de uma caminhada coletiva e que representa um compromisso que deve estar presente no cotidiano da Universidade, atravessado pelo racismo, e ultrapassar a realização de ações pontuais. 

“O Neabi precisa estar presente na vida cotidiana da Universidade, no ensino, na pesquisa, na extensão, na formação de professores e demais servidores, nas políticas institucionais e na permanência dos estudante e, principalmente, num diálogo permanente com a sociedade. Porque estamos falando de uma Universidade pública, que tem responsabilidades que ultrapassam os seus muros. A Uergs nasceu de uma relação importante com os territórios e com os movimentos sociais organizados. E essa característica precisa permanecer viva”, afirmou.

Para o  professor Marcio Neske, o Neabi deve se constituir como um espaço de escuta dos territórios, por meio da sua aproximação com as unidades universitárias da Uergs presentes em diferentes regiões do estado. “O nosso desafio enquanto grupo é ser um espaço de escuta mais do que de fala e de socializar essa responsabilidade com toda a Universidade”, pontuou o vice-presidente.

Parcerias para ensino, pesquisa e extensão

Durante a cerimônia de posse da presidência do Neabi, a Uergs assinou dois protocolos de intenção. O primeiro, firmado com o Instituto Oliveira Silveira, é voltado à criação de um Centro dedicado à pesquisa, formação, preservação, promoção e divulgação da cultura afro-brasileira, afro-gaúcha e africana, da inovação negra e da educação para as relações étnico-raciais. O documento foi assinado pelo reitor Leonardo Beroldt e pela diretora executiva do Instituto Oliveira Silveira, Sátira Machado. 

O segundo protocolo de intenções foi firmado entre a Uergs e o Movimento Negro Unificado do Rio Grande do Sul (MNU-RS), com a proposta de fomentar ações de produção científica, ensino, extensão e promoção da igualdade racial nos contextos acadêmico e social. O documento foi assinado pelo reitor e pela coordenadora estadual do MNU-RS, Iyá Sandralí Bueno.

Confira as fotos da Cerimônia de Posse da primeira gestão do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi)

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