Uergs sedia 1ª Conferência Livre da Regies, que selecionou propostas para a Conferência Nacional dos ODS
Evento reuniu universidades da rede para debater e escolher iniciativas sobre sustentabilidade e inclusão social.
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A Uergs sediou, nesta sexta-feira (24/04), a 1ª Conferência Livre da Rede Gaúcha de Instituições para Educação Sustentável (Regies) sobre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). O evento ocorreu no Espaço de Eventos, situado no Campus Central da Uergs, em Porto Alegre. Essa é uma fase local em preparação para a Conferência Nacional dos ODS, que ocorrerá em Brasília entre os dias 29 de junho e 2 de julho de 2026.
Nas conferências livres, instituições de diferentes territórios se organizam em rede com o objetivo de gerar propostas que serão levadas à etapa nacional. A 1ª Conferência Livre da Regies reuniu parte da comunidade universitária da Uergs e representantes das demais universidades que compõem a Rede: UFPel, UFRGS, UFSM, IFFar, IFSul, IFRS, UFCSPA, UFFS, FURG, Unipampa.
Na abertura do evento, o reitor da Uergs e vice-presidente da Regies, Leonardo Beroldt, fez um convite para o 75º Fórum da Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (Abruem), evento que também será sediado pela Uergs e abordará o papel das universidades, a gestão de riscos e a resiliência diante das mudanças climáticas. A presidente da Regies e reitora da UFPel, Úrsula da Silva, falou sobre a importância do conhecimento e do papel das universidades na luta pela Agenda 2030. “Precisamos dar um retorno ao planeta”, enfatizou.
Pela manhã, o professor Carlos Sampaio, da Universidade de Blumenau (Furb), ministrou uma palestra sobre “Educação para o Desenvolvimento Sustentável: da emancipação à ecoformação”. Sampaio falou sobre o papel da Extensão Universitária, que faz a conexão entre as universidades e as comunidades onde estão inseridas, como um ponto de partida para as iniciativas de ensino e de pesquisa acadêmica.
“Uma universidade conectada ao seu território pode inserir a pauta dos territórios nos temas de dissertações e teses, especialmente nas universidades públicas. Precisamos de uma educação afetiva, sensível, que se importe com as pessoas e que busque soluções para os seus problemas”, disse.
Na sequência, foram apresentados relatos de experiências institucionais ligadas aos ODS por docentes da Unipampa, UFPel, IFFar e Uergs, com a mediação da professora Ana Carolina Tramontina, professora do Programa de Pós-Graduação em Ambiente e Sustentabilidade da Uergs e representante da Universidade na Regies. A professora Claudia Daiane Molet, da UFPel, apresentou a Política Institucional Bem-Viver; a professora Fabrícia Damando, da Uergs, apresentou o Projeto Include Gurias; a professora Denise Batalha apresentou o Programa Institucional de Inclusão Social do Instituto Federal Farroupilha (PIISF); e a professora Claudete Martins apresentou o Projeto Maternagem Unipampa.
Como etapa preparatória para a Conferência Livre, um formulário lançado no início de abril coletou propostas relacionadas à sustentabilidade ambiental e à promoção da inclusão social e combate às desigualdades, dois dos eixos que serão discutidos na Conferência Nacional. As propostas cadastradas incluem iniciativas ligadas ao ensino, à pesquisa e à extensão universitária, além de práticas de gestão sustentável e projetos de impacto social que conectem a academia aos desafios locais e globais.
A programação da tarde da Conferência Livre reservou um espaço para a apresentação das propostas previamente enviadas e classificadas pela equipe organizadora do evento. Durante a Conferência, foram selecionadas uma proposta por eixo para ser levada à Conferência Nacional.
Uma das propostas selecionadas, ligada ao eixo da sustentabilidade ambiental, propõe a criação e o fortalecimento de redes interinstitucionais de âmbito regional para a colaboração em ações de extensão, em protocolos e em sistemas unificados de enfrentamento aos impactos ambientais, integrando o ensino, a pesquisa e a inovação para subsidiar políticas públicas e estratégias de desenvolvimento econômico e social. A outra, no âmbito da promoção da inclusão social e combate às desigualdades, busca implementar programas contínuos de extensão através da criação de incubadoras sociais que incluam e garantam a participação ativa de grupos vulnerabilizados social e economicamente na construção de soluções e no fortalecimento de redes locais promovendo, em parcerias com instituições públicas e privadas, ações no sentido da redução das desigualdades nos territórios urbanos e rurais.
Por: Daiane de Carvalho Madruga - Ascom/Uergs.
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- Cristiano Saratt de Alvarenga
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