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Pesquisadora do Cemaden defende atuação em rede para fortalecer resiliência climática nos territórios

Durante o 75º Fórum da Abruem, Rachel Trajber apresentou experiências do programa Cemaden Educação.

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Rachel destacou o papel das universidades, escolas e comunidades na construção da resiliência climática.
Rachel destacou o papel das universidades, escolas e comunidades na construção da resiliência climática. - Foto: Carla Dellagnese - Ascom/Uergs

A pesquisadora Rachel Trajber, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), participou nesta terça-feira (20/5), do painel “Extensão em rede e políticas intersetoriais para a resiliência territorial diante da emergência climática”. A atividade integrou a programação do Fórum da Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais, realizado de 19 a 22 de maio, em Porto Alegre. Durante a apresentação, a especialista destacou o papel da extensão universitária, das escolas e das comunidades na prevenção de desastres socioambientais e na adaptação às mudanças climáticas.

Rachel  defendeu o fortalecimento da extensão universitária, da educação climática e da articulação entre universidades, escolas e comunidades como caminhos para ampliar a resiliência territorial diante das mudanças climáticas. A especialista apresentou experiências desenvolvidas pelo programa Cemaden Educação e destacou que os eventos extremos exigem uma transformação permanente nas formas de ensinar e aprender. “O tempo em que podíamos esperar ‘sair disso’ não existe mais. Isso não vai passar. Será preciso lidar com isso. O novo regime climático é definitivo”, afirmou.

Durante a palestra, a pesquisadora ressaltou que a emergência climática intensifica desigualdades sociais e amplia vulnerabilidades já existentes, especialmente em comunidades periféricas, quilombolas, indígenas e de pequenos agricultores. Rachel apresentou dados do Cemaden que indicam a presença de milhares de escolas em áreas de risco no Brasil. Conforme levantamento apresentado no painel, mais de 3 milhões de pessoas estão vinculadas a escolas localizadas em áreas de risco hidrológico e geológico. Ela também destacou que, em 2024, mais de 1 milhão de estudantes ficaram sem aulas em razão de eventos climáticos extremos.

A pesquisadora defendeu que a educação ambiental e climática deve integrar práticas pedagógicas permanentes e dialogar com os saberes científicos, tradicionais e comunitários. Entre as estratégias citadas estão pesquisa-ação, ciência cidadã, cartografia social, educomunicação e projetos interdisciplinares desenvolvidos nos territórios.

Outro destaque da apresentação foi o projeto TeAR – Territórios de Alto Risco: Educação Ambiental e Redução de Riscos de Desastres no Novo Regime Climático. A iniciativa propõe uma atuação multiescalar, intersetorial e transdisciplinar, envolvendo instituições de ensino superior, escolas e comunidades em territórios vulneráveis. A proposta prevê a criação de polos regionais articulados por universidades, com ações de extensão voltadas à formação híbrida de estudantes, professores e comunidades escolares, além do desenvolvimento de projetos-semente para aumentar a capacidade adaptativa e a resiliência socioambiental dos territórios.

Ao encerrar a participação, Rachel destacou a importância da atuação conjunta entre universidades, ministérios e redes de ensino para ampliar o alcance das ações climáticas em todo o país. Segundo ela, a consolidação de políticas públicas de educação climática depende da participação efetiva do Ministério da Educação e da integração entre diferentes áreas governamentais.

Confira aqui a galeria de fotos do evento.

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